Um laço de fita vermelha desata. No final da fita tem uma ponta que se une a outra simplesmente. E tudo que é simples sobrevive meio que por meios, e se agarram meio que por liberdade - bem ou mal assim; num enleio. Nada é eterno e o laço nem sempre resiste - para sempre há de se precisar de dedos; dedos fortes, pacientes e calmos. E para todo o sempre há de se precisar. E mais do aquilo que enfeita, um laço torna tudo aquilo que amarra mais bonito. Mais que por acaso do que destino, um dedo sempre sabe como dar ou refazer um laço.
Uma fita, nada mais é do que linhas emaranhadas. E resiste, por meio de comunicação entre dois pontos. E as linhas, às vezes - mais por destino do que por acaso - se embaraçam uma nas outras, e os caminhos se cruzam assim - uma ponta oposta a outra, demarcada por dois lados de um jogo no sentido do comprimento que se cruza e se une. E assim como num jogo - procuram azar ou sorte.
E eis a graça de contar com tudo aquilo que não é preciso, como um jogo de azar que se conta com a sorte, mais por acaso do que destino, de tudo aquilo que não é preciso - a vontade de serem um só, enlaçados.
Nem todo nó se faz um laço. Mas no começo de todo laço há um nó que une uma coisa qualquer a outra, pela ponta. Numa combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que se prende. Por azar ou sorte; Fita de acasos e destinos, que se amarram por um laço.
Eternamente há de se precisar de dedos. Para daqui pro futuro há de se precisar. O laço desata, por bem ou por mal e às vezes acaba sempre que começa; porque nunca termina - pois em todo laço há um nó que segura e não cede, e os espaços se preenchem uns nos outros, e os caminhos se esbarram assim - mais por destino do que por acaso.
terça-feira, 21 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Deve ser um dom. Meu, esse de te acostumar mal. Seu, - de tornar fácil a tradução dos meus signos em letra. Esse teu que me acostuma mal também.
Que mania feia, de achar bonito meu riso sem graça, que fica sem jeito sobre a tua vigia quieta e adocicada. Que me deixa sem saber e a me perguntar o que acontece comigo.
No meio dos meus vícios, mais um se rompe. Eu que já me detenho de dizer alguma coisa por defesa, deixo meu silêncio prestes a me deixar desarmada qualquer hora dessas que se aproximam. Daí você me fala tanta coisa ou me olha tanta coisa e me decifra, que eu fico sem nada saber dizer e sem nada saber sentir, sobre mim ou sobre você.
E eu me cedo aos teus vícios, sobre teu riso desavergonhado, resultado de uma unica soma: eu, você e o que não se explica; o que não se complica quando virado do avesso.
Que mania feia, de achar bonito meu riso sem graça, que fica sem jeito sobre a tua vigia quieta e adocicada. Que me deixa sem saber e a me perguntar o que acontece comigo.
No meio dos meus vícios, mais um se rompe. Eu que já me detenho de dizer alguma coisa por defesa, deixo meu silêncio prestes a me deixar desarmada qualquer hora dessas que se aproximam. Daí você me fala tanta coisa ou me olha tanta coisa e me decifra, que eu fico sem nada saber dizer e sem nada saber sentir, sobre mim ou sobre você.
E eu me cedo aos teus vícios, sobre teu riso desavergonhado, resultado de uma unica soma: eu, você e o que não se explica; o que não se complica quando virado do avesso.
sábado, 21 de maio de 2011
Quando ouvi, logo peguei no armário o primeiro sorriso que encontrei e vesti. Era largo, porém me cabia perfeitamente. Os olhos bordados em lantejoulas e paetês brilhavam como purpurina sobre o reflexo da luz.
Era doce, e transmitiam frases que eram saboreadas pelos ouvidos, aguçados pela minha saudade que se desfazia enquanto me entrelaçavam, envolvia e fascinava com a tua voz.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Um pouco de mim ...
"Saberá da minha verdade. Dará boas gargalhadas. Mas terá que suportar uma boa dose daquilo que sinto. Pois, apesar de tudo ser diversão, nada é simples. Nada é pouco quando o mundo é o meu."
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Não existe dor maior que a incerteza. Prefiro as extremidades que provocam do 'sim' e do 'não' ao silêncio que fere transcrito de 'talvez'. Não existe predicado doloroso e nem mais digno ou bonito que este - sinceridade. Receba-te meus aplausos de pé e, na primeira fila. E da minha palma lhe entrego esta, envolta de um laço de fita em cetim - minha admiração.
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