sábado, 21 de maio de 2011

Quando ouvi, logo peguei no armário o primeiro sorriso que encontrei e vesti. Era largo, porém me cabia perfeitamente.  Os olhos bordados em lantejoulas e paetês brilhavam como purpurina sobre o reflexo da luz.
Era doce, e transmitiam frases que eram saboreadas pelos ouvidos, aguçados pela minha saudade que se desfazia enquanto me entrelaçavam, envolvia e fascinava com a tua voz.
Dormi com aquela mesma roupa, que sobravam as mangas e bainha, mas que cabiam perfeitamente nos lábios.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um pouco de mim ...

"Saberá da minha verdade. Dará boas gargalhadas. Mas terá que suportar uma boa dose daquilo que sinto. Pois, apesar de tudo ser diversão, nada é simples. Nada é pouco quando o mundo é o meu."


por Fernanda Yong



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não existe dor maior que a incerteza. Prefiro as extremidades que provocam do 'sim' e do 'não' ao silêncio que fere transcrito de 'talvez'. Não existe predicado doloroso e nem mais digno ou bonito que este - sinceridade. Receba-te meus aplausos de pé e, na primeira fila. E da minha palma lhe entrego esta, envolta de um laço de fita em cetim - minha admiração.

sábado, 30 de abril de 2011

Aquilo que é eterno se perpetua através de dor e cicatriza em cores - Fere a superfície mas subsistem pelo colorido duradouro da pintura. Como gravura doce sobre a pele, resultante de traços trilhados por agulha e íris.
Esse é meu significado de eternamente. Inalterável - feito tatuagem.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ser criança não é besteira

Que coisa engraçada. Brincar é engraçado, não ter vergonha de por alguns instantes ser idiota também é engraçado. Diria mais, ser idiota é bonito. Acho bonito não ter vergonha de deixar um pouco de lado aquela maturidade que nos exigem o tempo todo. Que graça tem isso?

Poucos sabem reconhecer um sorriso de verdade.

Estamos brincando que nascemos agora. Brincamos um pouco mais do que a conta. Brincamos que não há contas, não há tarefas, não há encargos. E ainda podemos escolher o que vamos ser quando crescer.

Achamos graça um do outro. Fazemos piadinhas sem graça e essas são as melhores que o KD sabe contar. Rimos o tempo todo. Um com o outro. E nessa brincadeira formamos um par de três alianças.

Sinceridade. Acho que poderia te chamar assim. Você conquista nossos sorrisos com o mais simples possível, parece realmente uma criança. E quando se junta só sai besteiras vezes três. Que coisa engraçada, não? Parece que realmente nos conhecemos desde de antes. E não de agora.
Amizade gosta dessa coisa de sicronia. Escolhe a dedo aquele que combina com a gente, é minimalista nos detalhes. É riso, é preocupação se está tudo bem com a gente, é ligação de meia hora para dois celulares, é saudade de quem mal começou e de verdade solúvel à água dos olhos.

Quando vem de dentro, um sorriso reconhece de imediato o outro. Alguém precisa ter coragem de não envelhecer nesse mundo e de ser criança assim como você, com essa mania de tornar tudo mais verdadeiro.

Para vc meeeenha PEEEranhaaaaa (Kennedy) :D

sexta-feira, 15 de abril de 2011

E a mentira, a falsidade, as máscaras e tudo mais que aparentemente é mais cômodo e bonito irão permanecer. Por mais que questione e diga que ser o que é, independente de ser errado ou não, é mais válido.
Ninguém aprende. Esse povo que pede verdade na cara muitas vezes não aguenta o tapa que ela dá, portanto vão sempre preferir o que é bonitinho de se ver, cheio de florzinha e maquiagem, porque no fundo quando aponta o errado e o feio no outro, está tocando na verdade na própria ferida. E dói.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Parece que tudo vai cair e a curva está na próxima virada. Parei para manter o meu equilíbrio, mesmo sem ter o controle das minhas mãos para por nos ouvidos de dentro de mim, tentando negar a voz que insiste em me dizer - continua!

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